Abelhas e Acordo Mercosul no Discurso de Alimentar o Mundo
Abelhas e Acordo Mercosul no Discurso de Alimentar o Mundo
O discurso
falso do agronegócio de “alimentar o mundo” já havia sido desmontado, há mais
de dez anos, por abelhas e borboletas no Brasil, sendo apenas ratificado pelo
Acordo Mercosul, quando rejeitou a importação da carne brasileira, de baixa
qualidade e contaminação para o consumo humano.
Abelhas e Acordo Mercosul
Como o
maior consumidor de agrotóxicos do mundo, o Brasil corre sérios riscos na
produção de alimentos e está longe de alimentar o mundo. O Acordo Mercosul
rejeitou a carne brasileira e é preciso levantar outros produtos inadequados
para o consumo humano.
São várias
as pesquisas brasileiras já mostrando que não fosse o rigor da ANVISA, até a
produção de medicamentos estaria também comprometida, como acontece com a
produção dos fitoterápicos, quase sem controle.
Assim
sendo, o uso intensivo de pesticidas agrícolas, conhecidos como agrotóxicos,
contamina diretamente a produção de alimentos no Brasil, incluindo produtos
apícolas ou produtos das colmeias, conforme demonstrado por pesquisa.
As abelhas
que fazem o trabalho gratuito de transportar as mais ricas substâncias das
flores para suas colmeias, estão sendo dizimadas e contaminadas por
agrotóxicos, comprometendo nosso consumo destas substâncias, riquíssimas para
nossa saúde.
Neste caso,
temos que considerar os riscos para o mel, pólen de abelhas e as próprias colmeias
de resíduos químicos ou pesticidas que penetram no néctar e polén das plantas, os
quais são transportados pelas abelhas para as colmeias.
Um outro
risco é o declínio das colmeias por conta destas substâncias tóxicas, que
enfraquecem as abelhas, reduzindo a coleta de alimentos e, consequentemente, a
morte em massa delas.
Por fim, estamos
consumindo mel e polén de abelhas contaminados. Aliás, há mais de dez anos,
pesquisa mostrou que mais de 75% do mel vendido no mundo estava contaminado.
Imagine o consumo humano de resíduos químicos proibidos e de alta
periculosidade, já matando as abelhas.
É
lamentável que os poderes públicos e a própria indústria brasileira permitam a
troca de produtos ricos em nutrientes para a saúde humana, que combate a
inflamação e resulta na melhoria da digestão e imunidade. por produtos
agrotóxicos nocivos à saúde.
No Brasil,
a legislação sobre o tema é boa, mas uma coisa é o que está no papel e o que se
registra na prática. A falta de fiscalização e o avanço dos agrotóxicos estão
levando pesquisadores em várias partes do país, de norte a sul, a mostrarem a
contaminação dos produtos apícolas.
Alimentar o Mundo
Uma das
provas de que os governantes no Brasil nunca se preocuparam em criar um sistema alimentar saudável e sustentável é o elevado consumo de agrotóxicos, em que o
país é campeão mundial.
Como
alimentar o mundo sem provas de um sistema alimentar sustentável? Este discurso
falso de alimentar o mundo foi criado no âmbito do agronegócio e das
corporações do setor, sobretudo nos governos petistas, que incentivaram a política
de “campeões nacionais”, injetando bilhões de reais em benefício de
corporações.
Ademais, é
inimaginável alimentar o mundo através de iniciativas de grandes corporações,
afastando os consumidores que devem avaliar a qualidade dos alimentos. Pelo
Acordo Mercosul, a rejeição à compra da carne brasileira mostra o peso das
decisões dos consumidores sobre a qualidade dos alimentos.
No caso do
Brasil, o consumidor brasileiro tem muitas limitações, sobretudo os
consumidores de baixa renda. A mobilização dos consumidores de renda mais
elevada estranhamente é quase inexistente e raramente usam o voto da carteira
ou boicote no caso de má qualidade dos alimentos.
É possível
que a variável política tenha um peso nisto, numa sociedade em que o fanatismo
é muito forte nas decisões dos consumidores, enquanto eleitores. Não é possível que as empresas façam o que querem,
sem o temor de exigências de consumidores, infelizmente transformados, como já
foi dito, em idiotas úteis.
Por fim, é
preciso entender que o discurso de alimentar o mundo está entrelaçado numa
cultura de corrupção desenfreada, numa cultura de desmatamento e destruição
ambiental, de poluição, numa cultura de violência contra as mulheres, numa
cultura de ódio, que não foram ainda devidamente estudadas.
Neste caso,
as grandes questões sobre o discurso de alimentar o mundo precisam ser
respondidas, considerando o cenário dos poderes por trás de grandes decisões
desastrosas no país, o crescimento de corporações, desigualdades sociais,
envenenamento da sociedade e das abelhas e as deficiências de nosso sistema
alimentar.

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